- O parto Natural e humanizado de verdade - A maneira segura e emocionante de ajudar mulheres trazer crianças ao mundo

terça-feira, 20 de abril de 2010

Aguardar Trabalhos de Parto

Eileithya - A Deusa do Parto

No momento, me encontro esperando para participar de meu primeiro Parto Domiciliar, além dos meus dois, claro! Depois de vários partos hospitalares finalmente este está chegando.

Esperar um parto de uma mulher é também esperar o próprio parto.

Quando acompanho uma gestante que realmente quer viver seu parto, eu engravido também. Não sei explicar, só gosto que seja assim.
Mas nada como acompanhar uma mulher que acredita em si.

Estou aqui para ajudar qualquer uma que queira tentar, mas duas coisas me emocionam demais: uma mulher que confia piamente em si e a mulher que nasce, que se descobre em seu parto.

Talvez para quem olhe de longe, acompanhar parto de mulheres de baixo risco (vulgo “Filezão” na obstetrícia) seja fácil e nada desafiador. Mesmo assim há poucos que decidem sair da teoria e fazer, o que prova que a crença de é fácil é uma mentira. Os profissionais têm pânico de assistir PDs simplesmente porque não sabem, têm muito medo e também porque não querem ter o trabalho de aprender.

Ou seja, falar que é fácil é fácil!

Mas o grande lance de ser assistente de partos naturais é se dispor a aguardar, abrir mão de feriados, reconhecer o que é natural, o que foge ao fisiológico, saber o limite, enfim sentir, esperar saber e fazer...

O mérito estar em viver de fazer o bem. Ter salário vindo de boas vindas aos bebês, de mulheres extasiadas e pais sem palavras. Não há melhor profissão no mundo!

Às vezes me sinto egoísta por ser tão apaixonada por partos. Afinal faço isso por mim também. Me sinto bem, revivo as minhas próprias experiências, tomo emprestadas as emoções de outras mulheres, ajudo a construir um mundo melhor para mim e para os meus filhos.
Quero dizer que não faço isso somente por altruísmo.

Existem momentos, onde eu gostaria de não ser tão apaixonada, porque sofro pessoalmente quando não dá certo, porque me envolvo demais, porque parto é coisa séria e deliciosa demais pra mim.

Mas sou assim, pois simplesmente não há outra saída. Não há mérito nem demérito. Simplesmente nada mais me satisfaz tanto. Nenhum outro trabalho me traz o que este me traz. Nada mais me envolve, realiza e me faz tão feliz.

Quando eu assisto um parto não faço por caridade, não faço só pela mulher, mas também não faço só pior mim. Eu faço por um mundo melhor que acredito virá através das crianças que vem ao mundo através das minhas mãos.

É um trabalho difícil, porém também digno, importante e belo. Um sacerdócio que não deixa oportunidade de escolha para seus devotos por ser tão sedutoramente simples.

sábado, 17 de abril de 2010

O Nascimento é Só um Detalhe...


Quantas vezes escutamos... “O que importa é que mãe e bebê passam bem”
Uma frase clássica da medicina da guerra, onde sempre se espera o pior. Afinal, tudo pode acontecer num parto ou numa cesariana. Se mãe e bebê estiverem vivos, já está de bom tamanho.

A questão é que na grande maioria das vezes, a mãe e o bebê vão mesmo sobreviver. Sobreviveriam de qualquer forma, mas como não temos como prever é coerente ter a segurança da presença de um profissional que acredite naquela mulher e que seja um bom observador para o caso de necessidade de intervenção.

Outra máxima apregoada por inúmeras pessoas que nasceram ou tiveram seus filhos nascidos por cesárea é “O nascimento não é o que mais conta na personalidade de uma criança, mas sim a criação”.

Ora, nenhum humanista jamais disse ou dirá que é só parir naturalmente para garantir a integridade da humanidade e a paz mundial.

Mas obviamente, a família que se preocupa em como seu filho virá ao mundo, mesmo que seja exatamente o contrário do que a maioria está acostumada a ver, pensa também em como vai alimentá-lo, educá-lo e amá-lo.

As coisas não são, ou pelo menos não deveriam ser, tão desconectadas umas das outras, tão nada a ver com seu contexto.

Parir em casa ou em outro ambiente realmente agradável, seguro e tranqüilo é “apenas” uma das primeiras grandes demonstrações de que os pais vão começar a fazer as coisas da melhor forma possível.

Uma grande forma de dizer “Nós vamos te respeitar desde agora, quando você ainda nem pode decidir por si”.

Eles vão errar, acertar, ficar em cima do muro... Mas o primeiro e mais corajoso passo terão dado. E isto dará força para que continuem encarando o dia a dia, as outras grandes decisões, as doenças e as dificuldades de maneira sóbria, forte e sábia.
Porque ser mãe e pai de verdade não é nada fácil.

Eu mesma queria muito ter nascido numa família assim...
Mas como não pude, resolvi ser a família mais perfeita do mundo...
Desde a primeira inspiração deles... Até a última.

E, por favor, não venham com papo de “mais e menos mãe”, porque esta nunca foi a questão central desta discussão.

Parir naturalmente, de fato, não é tudo.
Mas é um excelente começo...

terça-feira, 30 de março de 2010

Exames Demais


Além das evidencias cientificas indicando os exames de rotina a serem realizados e os exames de investigação em casos suspeitos para uma patologia durante o pré-natal, existem profissionais que saem pedindo todos os exames dos quais se recordam, que poderiam ter alguma valia na gestação, mesmo que seja 1/10.000.000 e mesmo que nenhuma intervenção seja indicada ou possível.

Pedir um exame só por pedir, além de não ser racional, torna o sistema dispendioso, tecnocrático e indireto. Infelizmente os exames, em muitos casos, são pedidos sem sequer um exame físico que o indique ou mesmo descarte sua possibilidade.

Há exames valiosíssimos para ajudar a diagnosticar máformações, mas infelizmente muitos dos solicitados são feitos para satisfazer curiosidade e conferir segurança sobre uma insegurança infundada, não científica e de um cliente não examinado clinicamente.

É um hábito nos pré-natais particulares ou de planos de saúde brasileiros solicitarem uma USG por consulta, as vezes mais.

USG com Doppler de rotina, inclusive para baixo risco, virou uma febre. O que se pesquisa em uma gestante sem qualquer complicação com uma Doppler? Incisura? Suprimento para o feto? Pedância? Ou uma justificativa para a futura cesárea?

Exames demais afastam profissional e cliente e jamais substituirão uma boa anamnese e exame físico, coisa hoje em dia bastante desvalorizada.

E há o outro lado. Muitas grávidas confundem “falta de exames” com negligência. Ou seja, se há quem goste de passar muitos exames, há também quem goste de fazê-los.

Temos plano de saúde para ficarmos doentes em paz.
Temos remédios para não termos que lidar com o mínimo de dor.
Temos os profissionais que merecemos.
Temos o sistema que queremos.

Dizem “Melhor pecar por excesso!”, mas pecar por excesso na prática é tão grave quanto pecar por falta.

Claro que mulheres e profissionais para se defender desta postura, afirmarão que não sei o que estou dizendo, que esta é uma recusa fatal da tecnologia e que é mais uma loucura natureza. Mas minha advertência é contra o excesso apenas.

Quem faz o necessário e indica quando é racional, se sinta acolhido neste texto.

Hoje temos muito mais recurso do que há 100 anos... Mas o que temos feito com eles se os resultados perinatais não são tão bons quanto se esperava, mesmo com o excesso de tecnologia?

Não lhe parece que a teoria de que é melhor pecar por excesso não têm dado certo?
Não lhe parece simplista demais pedir e fazer exames sem saber o que procurar?
Cuidado e medo são coisas completamente diferentes.

sábado, 20 de março de 2010

Medo


Eu costumava ser bastante corajosa diante de qualquer parto.

Não sei se por inocência ou se por princípio, mas o fato é que eu não sabia o que era o medo.
Acreditava que se eu havia parido, em casa, com parteira, mesmo sem saber nada sobre parto humanizado, então qualquer mulher também poderia.
Afinal, tenho todos os argumentos...
Simples assim.

Desde então, vi muitas coisas acontecerem. Coisas boas e coisas não tão boas. E algumas delas, de alguma forma, me desencorajaram.

Poderia dizer que não tenho medo de nada, que não temo VBA3C, que pego o que aparecer, que meu limite é a vitalidade do bebê, a vontade da mulher e nada mais.
É obvio que tudo isso me fará tomar decisões, mas quero dizer agora que não apenas isso.

Preciso assumir que tenho um limite sim e que ele, as vezes, não é cientifico.
Que tenho instintos, que vou usar meus sentidos. Do sexto ao milionésimo sentido para saber se posso esperar um pouco mais.

Deus sabe o quanto é difícil e doloroso assumir isto, mas tenho que dizer: dentro de minha ainda grande coragem, existe medo.

Sei que não faço partos, no máximo ajudo – quem faz é a mulher -, mas nossa sociedade não perdoa seus desertores e anseia por um erro ou por uma fatalidade para rotular de erro e apontar seu dedo sujo.

Não importa que tantos erros aconteçam diariamente em toda parte deste país, mas quando houver o que falar de uma enfermeira obstetra ou de um profissional que acompanhou um PD, será uma oportunidade “indisperdiçãvel”...

Alguns me diriam para partir para outra então. Se não tenho coragem de assumir tudo completamente, seria melhor não assistir nada ou até mesmo, passar a acompanhar cesáreas de rotina.

A taxa de partos normais assistidos por mim ou ocorridos na minha presença ainda é alta, mas talvez pudesse ser maior. Sempre poderia.

Apenas não tenho conseguido viver com uma realidade de tanta pressão, como se ela não existisse, como se não me afetasse nem um pouco.
Não queria estar confessando isto, mas queria ainda menos ter que sentir.

Esta “confissão” é o tipo que os extremistas da humanização precisam para diminuir um trabalho bonito e movido à paixão. E talvez os cesaristas ou simpatizantes da cesária se compadeçam e pensem “Tudo bem, afinal mesmo assim você ajuda gente demais”... Nada disso me satisfaz.

Mas nem um nem outro entendeu é que nem o medo me engoliu e nem sou um poço de coragem. Essa é a minha história e ela tem suas tortuosidades ao longo do caminho.
E este não é o final.

Sei que faz parte da minha construção. Preciso lidar muito bem com os medos para então ter a coragem necessária para fazer este trabalho, esta missão pela qual fui escolhida e aceitei sem hesitação...
... Ajudar a fazer um mundo de paz através e desde o nascimento.

domingo, 14 de março de 2010

Gestantes Estimulantes

Não existe nada mais excitante na obstetrícia do que uma gestante empoderada e de baixo risco diz:

- Eu quero parir com você.
- Eu vou parir com ou sem você, mas gostaria que você fizesse parte disso.
- Se você não puder me ajudar, vou parir sozinha.

Essas são falas de mulheres muito donas de si, decididas e que têm as rédeas de seu destino. Não aguardam as mazelas e os caprichos da vida, não estão aqui a passeio.

Uma mulher com este perfil nos desafia profissionalmente. Mexe com a parteira que mora em nós e torna a proposta irresistível.

É uma pena que o mundo todo não comungue dessa opinião e dessa humanização, tornando a referencia, quando necessária, muito mais dolorosa do que naturalmente já é.

Além da questão clínica, o limite da segurança num parto é a mulher. E uma mulher consciente e determinada é o sonho de qualquer profissional humanizado, ensivel e coerente.

É quase um afrodisíaco a este trabalho, um antagônico ao veneno do medo que vive em algum lugar do coração de todos que acreditam na natureza, mas que mora beste sistema cruel que não perdoa seus desertores.

Mesmo que sigamos a ciência. Isso pouco importa no momento de crítica.

Tomara que mulheres assim sempre cheguem até mim. Pois esta confiança é sentimento básico que precisamos ter para continuar ajudando mulheres a se sentirem bem e para seus bebês nascerem em segurança e paz.

quinta-feira, 4 de março de 2010

As Conseqüências do Magnífico Parto da Gisele...

De repente o fato da Gisele Bundchen ter parido em casa não apenas tirou o nascimento natural da condição de clandestino e selvagem, mas o promoveu, dando-lhe um status jamais imaginado.

Talvez depois disso, alguma mulher desmarque sua cesárea ou mude de profissional ao perceber que não terá o parto que deseja com ele. Talvez a mulher tenha então a chance de compreender que seu parto poderia – e deveria – ser simples, mas no atual sistema é quase impossível. Que ela não pense mais que será o 1% que conseguirá parir devido a sua freqüência vibratória dentro de uma maternidade particular. E que, se deixar as coisas acontecerem, vai virar estatística e ser mais uma a explicar sua cesárea com ares de exceção à regra da natureza, sua “experiência de quase morte”...

Mas com o relato consciente de Gisele afirmando com cara de mãe dedicada que colocou seu filho no mundo ao lado de sua mãe, seu amor e sua parteira... Foi o evento público que mais expôs a opinião e o sentimento materno – geralmente deixado de lado. E em dimensão nacional, deu um bom tom, talvez até um status, ao parto natural, tão maltratado na teoria e na prática de nossa sociedade.

Claro que sempre haverão os preconceituosos, os corporativistas ou pessoas que não fazem questão alguma de ler trabalhos atualizados para constatar as evidências científicas Nunca espere unanimidade quando a vaidade e o novo estiverem em questão.

O grande lance é esta informação chegar à mulher comum que concebe, que gesta seres humanos e que precisa saber que cesariana não é brincadeira nem é inócuo, e que o parto natural é uma excelente alternativa. Diferente, mas não mais perigosa.

E depois da Gisele não duvide de mais nada, quem sabe até uma forma de nascer muito glamurosa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Receita Infalível para Conquistar seu Parto

A primeira coisa que se deve ter em mente é o porquê deste desejo. O que te leva a escolher o parto normal tradicional ou domiciliar - e observe que são duas escolhas totalmente diferentes -, abrindo mão de uma cesárea limpinha e segura dentro dos critérios de sua sociedade?

Seria muito mais simples fazer uma cesariana...
Veja só: o plano cobre, as pessoas não questionam, a sociedade não te cobra, a família respeita a escolha, o marido ajuda a chegar a esta decisão e o melhor: todo mundo faz. Pois TODAS as cesáreas salvaram a vida de TODAS as suas amigas.
Não é o que elas teimam?

Parece besteira, mas é simples assim. Não é necessário gastar suas horas buscando informações, se desconstruindo, tendo um trabalho danado em encontrar um profissional que banque realmente teu sonho, negociar pagamento para este trabalho diferenciado mesmo já tendo um bom plano... Tudo isso quando você poderia estar curtindo a gravidez como qualquer grávida "normal", providenciando os detalhes do quarto - que também é um sonho -, economizando o dinheiro para as roupas, verificando os últimos detalhes do chá de bebê e deixando esses assuntos técnicos para quem estudou pra isso.

Afinal... “O que você sabe sobre seu corpo?”
Quantas e quantas vezes ja escutamos o discutrso acima.
A partir de agora Modo Ironia OFF...
Vamos pensar com nossas próprias cabeças.

Para ter um parto natural ou domiciliar, o primeiro grande cuidado é escolher o profissional que acredite, que faça e que seja seguro de que pode oferecer o parto que você deseja, sem jamais mentir, omitir ou deixar uma questionamento seu de lado.

Ele tem que ser disponível e já ter um histórico de partos naturais confirmáveis no currículo. Sua taxa de cesáreas tem que ser baixa com tendência à redução.

Todo sonho tem seu preço, inclusive o preço financeiro. As pessoas que assistem partos naturais ficam presas (goste ou nao da palavra) a estes partos até que aconteçam. Não tem dia nem hora para acontecer. Não tem como apressar, postergar ou prever.
E seja qual for o valor financeiro, jamais ultrapassará o valor emocional e a satisfaçao que só um parto natural traz. Só quem passou por um parto transformador pode saber quanto ele vale. E só quem se frustrou com uma desnecessária sabe o quanto gastou e se desgastou emocionalmente.

Muitos acham uma grande besteira parir. Não compreendem a ferida biológica que a dor de um não-parto, apesar da maternidade, podem causar.
"Afinal o que interessa é todo mundo vivo – já que estamos num campo de batalha – e nada mais".
"Com uma outra vida dentro de ti, as sensações, as superações e as transformações são um luxo e 'um risco' que você não tem o direito de querer ter". Assim diria qualquer um às 40 semanas de gravidez.
Mas Você acredita mesmo nisso?

Depois do profissional realmente humanizado ser encontrado, é necessário se informar em toda parte. É fundamental ler de tudo e saber que no meio aparecerão bobagens, preconceitos, medos pseudo-científicos.

Não é necessário nem útil contar para todo mundo. Infelizmente, o encantamento que você pode ter em relação ao Parto não é uma unanimidade e tudo que você não precisa é energia negativa. Guarde para você, seu marido, alguém que de fato possa ajudar e o profissional.
Mas se quiser, conte para todo mundo... Depois.

Em terceiro, mas não menos importante, por mais que você seja super urbana e não queira se tornar vegetariana, bicho grilo ou uma loba, é imprescindível ter alguma conexão sólida com a natureza. Gostar da terra, se divertir com a água, respeitar os bichos e saber que recebemos infinitamente mais de Gaia do que podemos doar.

O que tem a ver? Parir é um ato natural e estar em harmonia com a natureza, com a Terra é sim de extrema relevância.

Claro que algumas parirão, mesmo tendo conexão apenas com o cartão de crédito, porque enfim, parir é biológico. Mas pertencer a esta sociedade nos traz dificuldades imensas e progressivas que de fato atrapalham o curso do parto natural.

A principal e mais cruel delas é a crença na defectividade do corpo feminino. Fazendo com que desacreditemos de nossa capacidade biológica, cria-se um mercado baseado nos excessos e altamente lucrativo.

As mulheres não têm defeito de fabricação. Tudo é como deveria ser. Crer nisto é a sofisticação do não direito ao voto e da proibição da participação nas olimpíadas no início do século passado. As mulheres sabem o que é melhor para si e definitivamente não precisam ser tuteladas.
Caso ainda reste dúvida: NÓS TEMOS ALMA.

E este é o quarto princípio para a conseguir o parto dos sonhos: confiar em si mesma. Ter fé no que não se vê, ter força e crer que o melhor sempre acontece.

Tudo isso é loucura num sistema tão avesso ao natural, ao fisiológico, baseado na tecnologia, na fatalidade e no acaso... Sem lógica, sem princípio, sem meio e sem fim.

Claro que o título deste texto foi para atrair. Existem mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia. Você já deveria saber disto! Não existe resposta para tudo e não existem garantias.

Cada mulher deve buscar antes de tudo em si mesma a força que necessita para gestar, para parir, para amamentar, para educar, para amar... Para ser mãe enfim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nao percam amanhã!!!

Ainda na bela onda do parto da Gisele Bundchen, a Thalita que ganhou bebê comigo e dr Rodrigo Vianna em agosto vai dar entrevista amanha (05/02) na Ana Maria Braga falando sobre seu parto na agua.

Eu sou a "parteira' que ela cita rs.


Nao percam!

Parabens, Thalita!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Gisele



Era a cara dela parir em casa... Como não pensei nisso antes?


Talvez porque esteja cansada de ver famosa dizendo que deseja parto natural e apareça com cesárea eletiva por cordão umbilical enforcando bebê ou porque já está passando da “hora”...

Mas todo aquele segredo, toda aquela necessidade de privacidade para viver a gestação plenamente jamais foi vista. E depois um parto de um bebê sem nome, o qual ela só soube o sexo no parto... Suspeito demais para ser coisa de mulher comum.

Ela fez o que todas futuras mamães poderiam para preservar sua intimidade, suas escolhas e conseguir executá-las sem um mundo inteiro para dizer que não é seguro, quando nosso corpo diz que sim.

Apesar de um mundo inteiro em cima de sua gravidez desde o primeiro instante, ela conseguiu ser discreta, se resguardar do exagero e ter os seus próprios segredinhos de família, como toda mulher tem o direito de ter.

Então, há um mês, sem alarde, ela pariu seu filho querido em seu quarto, próximo ao lugar onde provavelmente foi concebido. Longe de holofotes, dos flashes, da urubuzada e de qualquer agouro do tipo “Não vai dar certo”.

E como, ela mais uma vez andou pra opinião mundo, deu certo!

Foi a rotina da noticia de cesárea que não me deixou ter esperanças em você.
Parabéns, Gisele, minha compatriota, musa mais que inspiradora...
Desculpe por tê-la subestimado.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Assistir cesáreas


Definitivamente, esta não era uma notícia que eu gostaria de dar e uma situação que eu escolha viver.

Por outro lado, compreendemos que mesmo que não exista indicação clínica, existem limites pessoais, de mulheres que sonharam verdadeiramente com esse papel biológico de parir.

E aí, nos resta compreender e concordar com os limites, que são pessoais, mas que desde que tomados conscientemente, têm, de alguma forma, seu valor.

Não podemos dizer que uma cesárea assim é tão desnecessária quanto uma cesariana marcada as 39 semanas devido a circular de cordão.

As vezes, precisamos ver as situações de maneira particular e compreender que as cesarianas, principalmente nas sociedades modernas, têm sua importância que na prática, não é salvar necessariamente vidas.

Além da cliente, existe as razoes que motivam os profissionais a fazer isto. Não estou falando de qualquer profissional, mas daquele que sonha junto, que vai fundo, que quer parir aquele bebê com a mulher.
Este é meu caso.

Apesar de confiar na mulher, de reviver meus próprios partos com elas, eu só sei até onde eu posso ir, mas não posso querer que as outras tenham um limite tão distante quanto o meu.

E mesmo assim, eu as admiro por conseguirem remar por tanto tempo contra a maré de pressão, medo e responsabilização.

Sei que estes bebês têm mães que pensaram o tempo inteiro em seu bem estar e que, apesar desta cultura opressora, deram a eles o que de melhor tinham a oferecer: o cuidado.

Hoje falo sob uma perspectiva pessoal, todo emocional oscila e eu posso não ter a mesma opinião diante de outra cliente.

Mas o que posso dizer agora é que nós fomos até onde podíamos ir.

Eles já me visitaram