- O parto Natural e humanizado de verdade - A maneira segura e emocionante de ajudar mulheres trazer crianças ao mundo
sábado, 20 de março de 2010
Medo
domingo, 14 de março de 2010
Gestantes Estimulantes
- Eu quero parir com você.
- Eu vou parir com ou sem você, mas gostaria que você fizesse parte disso.
- Se você não puder me ajudar, vou parir sozinha.
Essas são falas de mulheres muito donas de si, decididas e que têm as rédeas de seu destino. Não aguardam as mazelas e os caprichos da vida, não estão aqui a passeio.
Uma mulher com este perfil nos desafia profissionalmente. Mexe com a parteira que mora em nós e torna a proposta irresistível.
É uma pena que o mundo todo não comungue dessa opinião e dessa humanização, tornando a referencia, quando necessária, muito mais dolorosa do que naturalmente já é.
Além da questão clínica, o limite da segurança num parto é a mulher. E uma mulher consciente e determinada é o sonho de qualquer profissional humanizado, ensivel e coerente.
É quase um afrodisíaco a este trabalho, um antagônico ao veneno do medo que vive em algum lugar do coração de todos que acreditam na natureza, mas que mora beste sistema cruel que não perdoa seus desertores.
Mesmo que sigamos a ciência. Isso pouco importa no momento de crítica.
Tomara que mulheres assim sempre cheguem até mim. Pois esta confiança é sentimento básico que precisamos ter para continuar ajudando mulheres a se sentirem bem e para seus bebês nascerem em segurança e paz.
quinta-feira, 4 de março de 2010
As Conseqüências do Magnífico Parto da Gisele...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Receita Infalível para Conquistar seu Parto
Seria muito mais simples fazer uma cesariana...
Veja só: o plano cobre, as pessoas não questionam, a sociedade não te cobra, a família respeita a escolha, o marido ajuda a chegar a esta decisão e o melhor: todo mundo faz. Pois TODAS as cesáreas salvaram a vida de TODAS as suas amigas.
Não é o que elas teimam?
Parece besteira, mas é simples assim. Não é necessário gastar suas horas buscando informações, se desconstruindo, tendo um trabalho danado em encontrar um profissional que banque realmente teu sonho, negociar pagamento para este trabalho diferenciado mesmo já tendo um bom plano... Tudo isso quando você poderia estar curtindo a gravidez como qualquer grávida "normal", providenciando os detalhes do quarto - que também é um sonho -, economizando o dinheiro para as roupas, verificando os últimos detalhes do chá de bebê e deixando esses assuntos técnicos para quem estudou pra isso.
Afinal... “O que você sabe sobre seu corpo?”
Quantas e quantas vezes ja escutamos o discutrso acima.
A partir de agora Modo Ironia OFF...
Vamos pensar com nossas próprias cabeças.
Para ter um parto natural ou domiciliar, o primeiro grande cuidado é escolher o profissional que acredite, que faça e que seja seguro de que pode oferecer o parto que você deseja, sem jamais mentir, omitir ou deixar uma questionamento seu de lado.
Ele tem que ser disponível e já ter um histórico de partos naturais confirmáveis no currículo. Sua taxa de cesáreas tem que ser baixa com tendência à redução.
Todo sonho tem seu preço, inclusive o preço financeiro. As pessoas que assistem partos naturais ficam presas (goste ou nao da palavra) a estes partos até que aconteçam. Não tem dia nem hora para acontecer. Não tem como apressar, postergar ou prever.
E seja qual for o valor financeiro, jamais ultrapassará o valor emocional e a satisfaçao que só um parto natural traz. Só quem passou por um parto transformador pode saber quanto ele vale. E só quem se frustrou com uma desnecessária sabe o quanto gastou e se desgastou emocionalmente.
Muitos acham uma grande besteira parir. Não compreendem a ferida biológica que a dor de um não-parto, apesar da maternidade, podem causar.
"Afinal o que interessa é todo mundo vivo – já que estamos num campo de batalha – e nada mais".
"Com uma outra vida dentro de ti, as sensações, as superações e as transformações são um luxo e 'um risco' que você não tem o direito de querer ter". Assim diria qualquer um às 40 semanas de gravidez.
Mas Você acredita mesmo nisso?
Depois do profissional realmente humanizado ser encontrado, é necessário se informar em toda parte. É fundamental ler de tudo e saber que no meio aparecerão bobagens, preconceitos, medos pseudo-científicos.
Não é necessário nem útil contar para todo mundo. Infelizmente, o encantamento que você pode ter em relação ao Parto não é uma unanimidade e tudo que você não precisa é energia negativa. Guarde para você, seu marido, alguém que de fato possa ajudar e o profissional.
Mas se quiser, conte para todo mundo... Depois.
Em terceiro, mas não menos importante, por mais que você seja super urbana e não queira se tornar vegetariana, bicho grilo ou uma loba, é imprescindível ter alguma conexão sólida com a natureza. Gostar da terra, se divertir com a água, respeitar os bichos e saber que recebemos infinitamente mais de Gaia do que podemos doar.
O que tem a ver? Parir é um ato natural e estar em harmonia com a natureza, com a Terra é sim de extrema relevância.
Claro que algumas parirão, mesmo tendo conexão apenas com o cartão de crédito, porque enfim, parir é biológico. Mas pertencer a esta sociedade nos traz dificuldades imensas e progressivas que de fato atrapalham o curso do parto natural.
A principal e mais cruel delas é a crença na defectividade do corpo feminino. Fazendo com que desacreditemos de nossa capacidade biológica, cria-se um mercado baseado nos excessos e altamente lucrativo.
As mulheres não têm defeito de fabricação. Tudo é como deveria ser. Crer nisto é a sofisticação do não direito ao voto e da proibição da participação nas olimpíadas no início do século passado. As mulheres sabem o que é melhor para si e definitivamente não precisam ser tuteladas.
Caso ainda reste dúvida: NÓS TEMOS ALMA.
E este é o quarto princípio para a conseguir o parto dos sonhos: confiar em si mesma. Ter fé no que não se vê, ter força e crer que o melhor sempre acontece.
Tudo isso é loucura num sistema tão avesso ao natural, ao fisiológico, baseado na tecnologia, na fatalidade e no acaso... Sem lógica, sem princípio, sem meio e sem fim.
Claro que o título deste texto foi para atrair. Existem mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia. Você já deveria saber disto! Não existe resposta para tudo e não existem garantias.
Cada mulher deve buscar antes de tudo em si mesma a força que necessita para gestar, para parir, para amamentar, para educar, para amar... Para ser mãe enfim.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Nao percam amanhã!!!
Eu sou a "parteira' que ela cita rs.
Nao percam!
Parabens, Thalita!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Gisele
Era a cara dela parir em casa... Como não pensei nisso antes?
Talvez porque esteja cansada de ver famosa dizendo que deseja parto natural e apareça com cesárea eletiva por cordão umbilical enforcando bebê ou porque já está passando da “hora”...
Mas todo aquele segredo, toda aquela necessidade de privacidade para viver a gestação plenamente jamais foi vista. E depois um parto de um bebê sem nome, o qual ela só soube o sexo no parto... Suspeito demais para ser coisa de mulher comum.
Ela fez o que todas futuras mamães poderiam para preservar sua intimidade, suas escolhas e conseguir executá-las sem um mundo inteiro para dizer que não é seguro, quando nosso corpo diz que sim.
Apesar de um mundo inteiro em cima de sua gravidez desde o primeiro instante, ela conseguiu ser discreta, se resguardar do exagero e ter os seus próprios segredinhos de família, como toda mulher tem o direito de ter.
Então, há um mês, sem alarde, ela pariu seu filho querido em seu quarto, próximo ao lugar onde provavelmente foi concebido. Longe de holofotes, dos flashes, da urubuzada e de qualquer agouro do tipo “Não vai dar certo”.
E como, ela mais uma vez andou pra opinião mundo, deu certo!
Foi a rotina da noticia de cesárea que não me deixou ter esperanças em você.
Parabéns, Gisele, minha compatriota, musa mais que inspiradora...
Desculpe por tê-la subestimado.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Assistir cesáreas
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Contra o ato médico

sábado, 5 de dezembro de 2009
Acadêmicos...

Conversas com estudantes sempre me estimulam a estudar mais e a me questionar.
E como atualmente também trabalho como preceptora dos acadêmicos da UFRJ, para mim, esta é uma oportunidade de ver grandes profissionais nascendo.
Então esses dias fiquei muito feliz e, ao mesmo tempo preocupada, com a posição de uma acadêmica de medicina.
Ela me dizia que pensava seriamente em ser Obstetra, porém também me contava do tipo de parto que aprendeu a considerar “normal”.
E mesmo assim, ela gostaria de ter um bebê por via vaginal.
É lindo uma mulher desejar que seu filho venha ao mundo de maneira natural. Acho que esse desejo, quando genuíno, revela a voz da biologia, da natureza num diálogo direto. É como se o espírito desse bebê já estivesse em contato com esta mãe, pedindo um nascimento em paz. Muitos diriam que é uma viagem espiritualista, mas outros compreendem do que estou falando.
Fui comovida por aquele desejo, mas também me preocupei com o que ela compreende como parto, já que sua amostra de partos é medicalizadamente viciada.
E fiquei me perguntando como alguém pode querer passar pela experiência de parto, quando o que conhece é o doloroso, o solitário, o coisificado, o ruim.
Imagina quando ela souber o quanto o parto pode ser extasiante?!
Se conhecendo partos tradicionais, ela já se interessou, se tiver a chance de conhecer a obstetrícia baseada em evidência, vai se apaixonar perdidamente. Creio eu.
Mas será que a imersão no sistema obstétrico atual permite que um profissional de boa vontade siga outro caminho senão o imposto e limitado?
Todos os poucos obstetras humanistas que conheço traçaram um caminho bem difícil, porém consciente e sem volta. É um caminho tão diferente que poucos puderam percorrer de verdade até o fim. E mesmo depois que se encontram como profissionais, as criticas não cessam, marcando um paradoxo - científico e moral - imperdoável entre as críticas aos humanistas – que fazem certo - e exaltação dos cesaristas desenfreados – que não fazem o certo.
Não é atrás apenas do termo “Eu FIZ o parto de alguém” que se esconde toda a distorção feita contra as mulheres diante de seus partos. Cada vez que dizemos que seu parto é imprevisível e perigoso demais para ela ser completamente autônoma neste processo, matamos um pouco a esperança de um mundo melhor. Toda vez que dizemos a uma grávida que ela deve parir num hospital, tiramos dela a chance de colocar seu filho no mundo, e com isso prejudicamos o futuro da humanidade.
Loucura?
Um parto não é só um parto. Um nascimento não é só um nascimento. Cada espírito que nasce precisa ser bem recebido e se não formarmos profissionais que acreditem visceralmente nodireito primal feminino de parir sua cria, que cenário mundial vamos mudar?
Se esta acadêmica e seus colegas não conseguirem enxergar logo além dos bisturis, estaremos os condenando ao simplismo e passividade e as nossas mulheres e bebês a partos medicalizados.
Porque depois de um tempo, “os peixes não conseguem mais ver a água” e este "parto" vai continuar sendo doloroso, temido e repugnante.
sábado, 14 de novembro de 2009
De volta!

Nunca fiquei tanto tempo sem escrever sobre partos.
Há uma série de razoes para eu ter dado um tempo, mas o fato é que eu estava sem vontade.
Amo obstetrícia, amo ver gente parindo gente, mas confesso que, apesar de continuar ajudando mulheres a parir, tenho sido levada, sem hesitação de minha parte, para outros focos, o que não me impede de permanecer empoderando as mamíferas.
E aí agora quando entro, vejo que estou com 20 seguidores, sem qualquer esforço com divulgação... Isso me faz pensar que o que tenho a dizer é importante sim, ao contrário do que comecei a acreditar.
E é em gratidão a vocês que escrevo hoje.
Eu sempre vou a estes encontros. É sagrado pra mim. Vejo muitos amigos querido e de longa data que só tenho a oportunidade de encontrar uma vez por ano ou, muitas vezes, uma vez por vida. É um momento que não poso perder.
Eu nunca fui embora, mesmo assim estou de volta!



