Primeiro a religião, depois a medicina. Assusta como a igreja saiu de cena como principal orientador da sociedade (cristã em especial), perdendo lugar passivamente para a medicina, sem lutar.
Se era para perder sua tutela, que fosse para a ciência, mas perdeu para a medicina... Hoje, vemos catolicos, evangelicos, espiritas, messiânicos e quase todas as outras religiões, compartilhando de uma mesma premissa "Se Deus fez a tecnologia e os medicos para salvarem nossas vidas, então entregamos nossos corpos, nossas almas e nossas vidas a eles". E quem nunca escutou algo assim que atire a primeira pedra.
Com esta sustentação fica dificil competir, assim como toda argumentação religiosa. Mas ha algo anterior a isto, que é biologico, natural e praticamente inexplicável: o instinto.
Mesmo a tecnologia e o complexo sistema financeiro por trás dela, tendo feito tanto para estragar o parto normal, vemos ainda todos os dias mulheres querendo PNs (algumas mesmo sabendo de seus "horrores hospitalares") e outras frustradas por terem tido cesáreas questionáveis ou que nunca engoliram o menosprezo com que foram tratadas.
Pouquíssimas reagem a isso e essa luta é uma viagem sem volta.. Mesmo com toda avacalhação com o natural, com a exaltação da tecnocracia através da afirmação de que a cesárea é salvação ou que o PN até pode ser bom (com tantas intervenções dolorosas?), as mulheres continuam desejando o que já era para elas terem esquecido para sempre... "O parto natural, porque é de pobre e simples". Ou como infelizmente foi denominado com desdém "Retrógrado".
Não está mais sendo possível dimensionar o crédito de um órgão que fala contra o natural, que não se importa, ou sequer esteja atualizado, sobre as evidências cientificas. Que só esta representando uma corporação inteira - salvo respeitáveis exceções - que pensa igual.
Em muitos textos torna-se claro que o corporativismo e o medo desesperado de perder espaço motivam esses profissionais, se "baseando" em preconceitos escrachados e de pobre argumentaçao.
FEIRA DO LIVRO 2024
Há 9 meses
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